Câncer de Mama

Epidemiologia (Estatísticas do Câncer)
Para o Brasil, em 2014, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste (71,18/ 100 mil), Sul (70,98/ 100 mil), Centro-Oeste (51,30/ 100 mil) e Nordeste (36,74/ 100 mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais incidente (21,29/ 100 mil).

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Cerca de 1,67 milhões de casos novos dessa neoplasia foram esperados para o ano de 2012, em todo o mundo, o que representa 25% de todos os tipos de câncer diagnosticados nas mulheres. Suas taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do mundo, com as maiores taxas em 2012 na Europa Ocidental (96/ 100 mil) e as menores taxas na África Central e na Ásia Oriental (27/ 100 mil).

Mais de 80% dos cânceres de mama têm origem no epitélio ductal, enquanto a minoria se origina do epitélio lobular. Nos últimos 40 anos, a sobrevida vem aumentando nos países desenvolvidos e, atualmente, é de 85% em cinco anos, enquanto, nos países em desenvolvimento, permanece com valores entre 50% e 60%. O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas para o ano de 2012. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama são bem conhecidos, como: envelhecimento, fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, exposição à radiação ionizante e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama).

A idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco. As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos. Após essa idade, o aumento ocorre de forma mais lenta, o que reforça a participação dos hormônios femininos na etiologia da doença. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorre após os 50 anos.

A história familiar de câncer de mama está associada a um aumento no risco de cerca de duas a três vezes para o desenvolvimento desse tipo de neoplasia. Alterações em alguns genes, por exemplo BRCA1 e BRCA2, aumentam o risco de desenvolver câncer de mama, embora essas mutações sejam raras e contribuam para uma parcela mínima de casos de câncer de mama. Cerca de nove em cada 10 casos ocorrem em mulheres sem história familiar.

Amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver esse tipo de câncer.

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico, se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A sobrevida em um, cinco, dez e 20 anos, em países desenvolvidos, como a Inglaterra, é de 95,8%, 85,1%, 77% e 64% respectivamente. O estudo do INCA apresentou, para o câncer de mama, uma sobrevida aproximada de 80%.
Diagnóstico
Em nosso país grande parte dos diagnósticos de câncer de mama são em estádios avançados, porém com o rastreamento mamográfico houve um aumento significativo de casos iniciais e com isto melhora do prognóstico.

O principal método diagnóstico é a mamografia indicada anualmente a partir dos 40 anos de idade para a população de baixo risco, é um exame de imagem que visa diagnosticar tumores em fases iniciais antes que seja palpável.

O câncer de mama pode ser diagnosticado ao exame físico com o achado de nódulo endurecido irregular e pouco móvel.

Outros sinais e sintomas incluem:
 Inchaço em parte da mama;
 Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades na pele, retrações, ou que fazem a pele parecer casca de uma laranja;
 Inversão do mamilo (para dentro);
 Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;
 Saída de secreção (sangue ou tipo água limpida) pelo mamilo;
 Nódulos nas axilas.

A principal maneira de confirmar o diagnóstico de câncer em lesões suspeitas é atravéz da biópsia. Podendo ser utilizado para este fim a biópsia por agulha fina (menos utilizada), biópsia por agulha grossa, mamotomia (biópsia vácuo assistida), biópsia incisional e excisional.
Tipos de Câncer
Carcinoma ductal in situ:
É um câncer de mama em fase inicial que cresce dentro do ducto mamário sendo este seu limite, que a princípio, não teria capacidade de desenvolver metástase e não requer quimioterapia.

Carcinoma ductal invasivo:
É o tipo mais comum de câncer de mama, ultrapassa os limites do ducto mamário e invade os tecidos vizinhos. Apresenta capacidade de desenvolver metástase.

Carcinoma lobular invasivo:
É o segundo tipo mais comum de câncer de mama e está relacionado ao risco de desenvolvimento de câncer na outra mama e também ao câncer de ovário. Apresenta a possibilidade de desenvolver metástase.
Tratamentos
Cirúrgico: 
 Mastectomia ou cirurgia conservadora seguida ou não de reconstrução imediata ou tardia;
 Pesquisa de linfonodo sentinela ou esvaziamento axilar.

Quimioterapia:
 Pode ser utilizada antes ou após a cirurgia dependendo de cada caso, sendo um tratamento sistemico;
 Quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia para redução do volume tumoral e dos linfonodos axilares);
 Quimioterapia adjuvante (após o procedimento cirúrgico).

Radioterapia: 
 É um tratamento local que utiliza irradiação, obrigatório para todas as cirurgias conservadoras e em algumas situações pós mastectomias.

Hormonioterapia:
 Utilizada para pacientes que possuem tumores com receptores positivos para estrogenio e progesterona por período entre 5 e 10 anos;
 Anti-estrogênicos – Citrato deTamoxifeno (pré e pós menopausa);
 Inibidores de aromatase – Anastrozol, etc (pós menopausa).
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